Miserere Mei, Deus

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Frei Domingos da Transfiguração Machado: Restaurador da Congregação Beneditina do Brasil

No século XIX a Congregação Beneditina do Brasil viu seus claustros outrora nascidos da venerável Congregação Lusitana serem invadidos pelo mal da secularização. A seiva verde e abundante da semente do monaquismo que nossos fundadores semearam nestas paragens fora secando de forma assustadora por decreto régio imperial.





A proclamação da Independência do Brasil em 1822 interrompeu as relações dos mosteiros brasileiros com a Congregação de São Bento de Portugal. Em 1827 a Santa Sé constitui a Congregação Beneditina do Brasil e a Abadia de São Sebastião de Salvador torna-se a nova sede. Entre 1893 e 1896, o Mosteiro de Olinda dá início à restauração da vida beneditina brasileira, aniquilada pela política do Governo Imperial e pelo fechamento dos noviciados em 1855. Em conseqüência das leis que desde o tempo de Pombal proibiam as congregações religiosas de receberem noviços, os claustros do Brasil ficaram desertos, diminuindo consideravelmente o número de candidatos a monge. Neste ínterim, surgi uma figura emblemática Frei Domingos da Transfiguração Machado.


O Beneditino alemão Michael Emilio Cherer em seu livro “Frei Domingos da Transfiguração Machado nos apresentar um panorama bem vasto da pessoa de Frei Domingos desde sua biografia até a pormenores da obra da Restauração Beneditina Brasileira empreendida por Frei Domingos. O Dietário dos Monges do Mosteiro de São Bento da Bahia narra sua vida e obra: Nascido em Santo Amaro de Catu, na Ilha de Itaparica, em 16 de novembro de 1824.


















Com 18 anos incompletos adentrou os umbrais da Ordem de São Bento no Mosteiro de São Bento da Bahia no dia 13 de junho de 1842. No Capítulo Geral da Congregação realizado em 7 de maio de 1890, foi eleito Abade Geral.



Frei Domingos autoria de Lopes Rodrigues


Poucos momentos depois da eleição chegou a ouvir da boca de um dos monges: “Este será o couveiro da congregação”. Entretanto a Providência Divina não abandona aqueles que nela confiam, o “frágil” abade foi o lápis de Deus neste momento de crise em que um dos galhos da Ordem de São Bento ameaçava quebra.
Frei Domingos da Transfiguração Machado pediu a Santa Sé que enviasse monges do além-mar para restaurar os Mosteiros Brasileiros, desse modo o grupo escolhido foi a Congregação de Beuron, ramo novo beneditino mas que se pautava no zelo pela liturgia, canto, os costumes monásticos e que já estava bem solidificado na Europa.





Nossa Gratidão aos Monges Beuronenses que aqui lembramos na pessoa do Reverendíssimo Padre Mestre, Gerardo Van Caloen,OSB que sucedeu Frei Domingos no governo da Congregação.




Frei Domingos faleceu no dia 1 de julho de 1908. Sua sepultura encontra-se na capela-mor da Basílica de São Sebastião do Mosteiro de São Bento da Bahia. Ao falecer tinha 84 anos de idade, sendo o nosso Dom Abade o Muito Reverendíssimo Padre Mestre, Dom Majolo de Caigny.


Lapide de Frei Domingos da Transfiguração Machado 


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